Hunter "Patch" Adams (nascido em 28 de maio de 1945 em Washington, distrito de Columbia) é um médico norte-americano famoso por sua metodologia inusitada no tratamento a enfermos. Também fundou o Instituto Gesundheit em 1972. Patch Adams é formado pela Virginia Medical University. Em um programa de entrevistas na televisão brasileira (Roda Viva), em 2007, Patch Adams afirmou que nunca disse que "rir é o melhor remédio", e sim que o riso "faz parte de um contexto", na verdade, seu lema era "a amizade é o melhor remédio". Disse também ter uma Biblioteca de 18.000 volumes e que lê muita poesia, adora os poemas de Pablo Neruda, porque segundo ele, a poesia nos dá amor. Criticou as pessoas que têm muito dinheiro e nada fazem pelos menos favorecidos, usou o termo "lixo" para definí-las. Criticou o Governo Americano, a quem chamou de "Terrorista", assim como as indústrias de medicamentos, que só visam os lucros bilionários. Sua filosofia de vida é o amor, não apenas no âmbito hospitalar, mas em nossas relações sociais como um todo, independente de lugar. Tem por opinião que o objetivo do médico não é curar e sim cuidar. Cuidar com muito amor, tocando nos doentes, olhando em seus olhos, sorrindo...

Aos 16 anos de idade, após perder o pai e ter sido deixado pela namorada, vivenciou uma grave crise depressiva e foi internado numa clínica psiquiátrica. Lá chegou à conclusão que cuidar do próximo é a melhor forma de esquecer os próprios problemas e, melhor ainda, se isto for feito com muito bom humor e principalmente amor. Nos anos 60, um de seus melhores amigos (e não sua namorada como visto no filme) foi assassinado. Dois anos depois, ingressa na faculdade de medicina de Virginia, onde se tornou conhecido pela sua conduta excessivamente feliz e apaixonada pelos pacientes. Ao término da faculdade, em 1972, fundou o Instituto Gesundheit. Em 1980 adquiriu 317 acres de terra montanhosa em West Virgínia para a implementação física do instituto, o qual presta assistência sem nenhum tipo de cobrança financeira.

Convencido da conexão poderosa entre o ambiente e o bem estar, acredita que a saúde de um indivíduo não pode ser separada da saúde da família, da comunidade e do mundo.

Atualmente Patch e sua trupe de palhaços viajam pelo mundo para áreas críticas em situação de guerra, pobreza e epidemia, espalhando alegria, o que é uma excelente forma de prevenir e tratar muitas doenças. Além de médico, humorista, humanista e intelectual, Patch é também um ativista em busca da paz mundial. Segundo ele, seu intuito não é apenas mudar, através do humor, a forma como a medicina é praticada hoje. Patch traz uma mensagem de amor ao próximo que, se praticada por todos nós, certamente irá mudar o mundo para melhor.

Patch Adams também é autor de dois livros: “House Calls: how we can heal the world a visit at time” e “Gesundheit!: Good Health is a Laughter Matter ”. Este último inspirou o filme “Patch Adams - O Amor é contagioso”(1998), baseado na história de Patch e tendo Robin Williams como seu intérprete.

(Fonte: Wikipedia)


Outros detalhes retirados de sites de medicina:

Em 1969, quando contava com aproximadamente 40 anos de idade, encontra-se em estado de intensa depressão e, por conta própria, se interna num hospital psiquiátrico.

Durante as sessões de terapia, com um profissional distante e impessoal, relata que seu pai faleceu quando ele contava com 9 anos de idade. Seu pai estava no exército e lhe disse, duas semanas antes de morrer, que havia perdido sua alma na guerra contra a Coréia.

Em seguida, se remete ao momento atual, relatando que mudou de casa sete vezes e teve vários empregos neste último ano. "Mas nenhum me interessou. Não me encaixo."

Numa sessão de grupo, ironiza um paciente catatônico.

Seu contato com Arthur Mendelson, um velho que chama de idiota todos que dizem ver apenas quatro dedos quando ele lhes mostra os quatro dedos, revela uma fala interessante quando Adams vai procurá-lo para saber qual a resposta certa: "Vê o que ninguém mais vê. Vê o que todos preferem não ver por medo, comodismo ou preguiça. Na verdade, está à caminho. Se só visse em mim um velho louco e amargo nunca teria vindo."

Arthur lhe dá o apelido de "patch" em razão dele ter consertado seu copo.

Entra no mundo alucinatório de seu companheiro de quarto (Rudy) e consegue fazê-lo vencer padrões de conduta fóbica.

Então, procura pelo terapeuta e diz que vai sair do hospital pois quer ajudar os outros, entrando em contato com eles e não sendo como o terapeuta que nem sequer os escuta.

Sai do consultório dizendo que seu nome passa a ser Patch Adams.

Dois anos depois, está cursando medicina. Na aula inaugural, o reitor Walcott diz: "... vamos desumanizá-los, vamos torná-los médicos." E todos aplaudem, menos Patch.

Patch tenta se aproximar de uma colega de sala (Carin) e ela o repele de maneira contundente. Outro colega que assiste à cena, Truman, solidariza-se e passam a viver momentos de "aproveitamento" do acaso, no qual testa suas teorias de melhoria de qualidade de vida.

Patch é um homem para o qual não existe limite, convenções sociais, restrições. Para ele, tudo é permitido. Ele é rebelde, com dificuldade para se relacionar de maneira socialmente adequada. Por isso, não se conforma em atender clientes apenas no 3º ano do curso. Então, passa a freqüentar o hospital ligado à Faculdade no intuito de agradar, brincar e divertir os pacientes. É irreverente e contagia a todos os pacientes, seus familiares e enfermeiras, com sua alegria, criatividade e despreocupação.

 

 

 

 

 

 

 

Seu rendimento acadêmico é excelente. É um idealista, e tem por premissa que "o médico deve melhorar a qualidade de vida do paciente e não apenas adiar a morte."

Após muitos contratempos, enfim chega o 3º ano, e Patch, além de atender os clientes do hospital acaba por montar seu próprio ambulatório com atendimento gratuito e nos seus moldes, ou seja, com um atendimento mais pessoal e humanizado.

Carin passou a confiar em Patch e a ajudá-lo em seu projeto. Ela, que sempre detestou os homens, via nele alguém em que podia confiar. Ela lhe disse que desde criança invejava as lagartas pois sabia que podiam se transformar e serem livres, voando para bem longe. Mas Carin é assassinada por um paciente e Patch se sente culpado e pensa em abandonar tudo.

Seu colega de quarto, Mitch Roman, que por inveja havia se mantido à parte, pede por sua ajuda para atender uma paciente. Mas Patch não o ajuda pois está decidido a abandonar tudo.

Volta ao local onde levou Carin, o terreno que tencionava, um dia, comprar, para montar sua clínica, desabafa e repudia Deus. Mas "recebe" um sinal, uma resposta para suas questões. Ele vê uma borboleta pousada em sua mala e, em seguida, ela voa e pousa em seu peito e depois alça vôo.

Então ele volta ao hospital para ajudar o colega com a paciente. Mas, logo em seguida, recebe um comunicado que será expulso, sendo que uma das alegações é ser "excessivamente feliz", e esse colega o orienta em com proceder em sua própria defesa.

Na audiência é irreverente, sarcástico e irônico ao defender o seu ponto de vista. Alega que mal não é a morte mas a indiferença. Que não concorda com termos como "transferência" e "distância profissional".

Termina em sua defesa dizendo: "Queria ser médico para ajudar o próximo. Por causa disso, perdi tudo. Mas também ganhei tudo. Compartilhei das vidas de pacientes e pessoal do hospital. Rimos e choramos juntos. Quero dedicar minha vida a isso. E hoje, seja qual for sua decisão, juro por Deus que vou chegar a ser o melhor médico de todo o mundo. Podem impedir que eu me forme. Podem me negar o título e a bata branca. Mas não podem dominar meu espírito nem evitar que eu aprenda. Não podem me impedir de estudar. Portanto, têm uma escolha. Podem me ter como um colega apaixonado ou como um intruso, mais ainda inquebrantável. Seja como for, ainda vou ser um espinho. Mas prometo, vou ser um espinho que não podem arrancar."

A audiência termina com sua vitória e ele se forma, de maneira irreverente, é claro!

                                  

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