É comum
lermos muitos livros nos dias de hoje que enfatizam a auto-estima.O
assunto está cada vez mais em pauta.
É notada
uma urgência na conscientização para que as pessoas
reaproximem-se delas mesmas, aprendam a viver com mais
equilíbrio, afetando a si e àqueles com quem convivem.
São
oferecidas inúmeras ferramentas para que essa
conscientização comece a implantar seus efeitos. Informações
acessíveis em todos os meios de comunicação, terapias de
todo gênero, produtos na área estética e alimentar, dentre
tantos outros.
Não
podemos negar de que temos acesso às informações de que
necessitamos para começar a refletir sobre o que andamos
fazendo de nossa própria vida... para onde estamos
conduzindo nosso corpo, nossa mente e emoções?
Por vezes
adotamos um ritmo acelerado de vida, que não nos permite
tempo para olharmos para nós. Olharmos verdadeiramente, não
de forma superficial, como por vezes fazemos.
E onde, eu
pergunto, entra a auto-sabotagem nesse processo?
Em que
ocasião, nossos conjuntos de crenças nos permitiram escolher
um método de vida opressivo e de negação às nossas
principais necessidades?
Você já
parou para notar quais são suas verdadeiras necessidades e
se elas vêm sido atendidas?Ou você tem vivido sua trajetória
como um verdadeiro mártir, realizando os desejos dos outros
e negando àqueles que vêm ao seu coração?
Exercitar
a auto-estima é prática diária.
Entre em
contato com os sinais que seu corpo, sua mente e coração têm
tentado lhe passar há tanto tempo.
- Como
anda sua saúde, seu sono, seu prazer na vida?
- O que é
necessário mudar para entregar mais leveza ao seu cotidiano?
A que crenças, você ainda continua apegado, que não lhe
permite relaxar?
- O que é
necessário para relacionar-se melhor com o meio em que vive?
- Se você
anda projetando suas carências de afeto consigo mesmo para
aqueles que fazem parte de seu ciclo social?
É
importante paramos de culpar e transferir responsabilidades
para os nossos chefes, familiares ou amigos por tudo o que
nos aconteceu e acontece na vida. E obviamente: pararmos de
nos culpar, pegar leve conosco quando algo não vai bem!
O
vitimismo das pessoas é muito grande, constato isso com meus
clientes em terapia, a maior parte têm uma lista de queixas
e as relata com muita ênfase e "valor". São
capazes de chorar suas dores desde a infância novamente e
não são capazes por vezes de sozinhos, largarem seus
conjuntos de crenças e memórias tristes do passado. Ficaram
apegados literalmente a elas.
O passado,
como o próprio nome diz, já passou. É preciso focar os olhos
no momento de agora, saber que crenças podem ser destituídas e
constituídas a cada momento e que é preciso definir um novo
projeto de vida, um projeto que nos traga saúde, equilíbrio e
paz. Sabermos que é somente dessa forma que também nosso
relacionamento com o mundo melhora, pois estamos dando
"atenção" a nós mesmos, percebendo nossas insuficiências e
preenchendo a cada uma delas, para que de forma total conosco,
sejamos também "totais" com os outros.