Fênix
"A fênix - ou fênix - é um pássaro da mitologia grega que quando
morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia
das próprias cinzas. Outra característica da fênix é sua força
que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo
lendas nas quais chega a carregar elefantes. Seria do mesmo
tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores
gregos, a fênix vivia exatamente quinhentos anos. Outros
acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final
de cada ciclo de vida, a fênix queimava-se numa pira funerária.
Após erguer-se das cinzas levava os restos do seu pai ao altar
do deus Sol na cidade egípcia de Heliópolis (Cidade do Sol). A
vida longa da fênix e o seu dramático renascimento das próprias
cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do
renascimento espiritual."
Wikipédia
Quantas vezes, ao longo de nossas vidas, erguemo-nos das cinzas?
Tudo na natureza são ciclos. Estamos passando por transformações
o tempo inteiro, embora existam alguns momentos em que elas
acontecem de forma profunda e nos fazem rever muitas coisas do
passado que não nos serve mais. Guardamos muitas coisas
desnecessárias em nossos registros e somente nos permitindo
fazer essa viagem em nossas casas interiores e externas
poderemos entender o valor que vimos dando a tudo isso e
praticar o desapego.
Sugiro que você faça uma grande arrumação na sua vida - uma
grande transformação! Mas não se iluda! Transformação dói! Vai
fundo no orgulho! Necessita-se aprender com coisas que você
estudou há muito tempo e que nunca utilizou... Necessita-se
parar de lutar.... Aceitar que os outros estiveram certos grande
parte das vezes em que você discordava... Necessita-se entender
que muitas coisas que você fez, não as sentiu como devia... Que
as palavras nem sempre valeram a pena... E que em outras
ocasiões elas fizeram total diferença!
Só compreendendo uma situação podemos transmutá-la!
Gosto muito dessa frase de Neale Donald Walsch: "O
arrependimento é o grande curador.
A culpa, o grande ferimento".
Necessitamos arrepender-nos por vezes... Temos na mão um volante
e podemos guiar por onde quisermos... para a cura ou para o
conflito, a partir do entendimento de como vamos conduzindo a
nossa existência por tanto e tanto tempo... Por vezes perdemos a
direção. Não temos firmeza, não sabemos nem para onde estamos
indo... e é nesses momentos que precisamos realizar mudanças,
mergulhar nas cinzas, entregar nosso espírito ao fogo, como uma
Fênix!
Pergunte-se o que você anda guardando. Muitas vezes quando
achamos que estamos resolvidos em determinadas situações, elas
ressurgem. Mágoas, agressividade, tristeza... O que você anda
guardando? Guardamos, guardamos e continuamos apegados a todos
esses registros.
Não liberamos as pessoas e elas não se liberam de nós. Mudamos
de relacionamento, mas continuamos repetindo as mesmas coisas...
Mudamos de casa, mas continuamos com os mesmos hábitos...
Mudamos de cidade, mas continuamos não vendo beleza ao redor de
nós...
Porque, na verdade, dentro de nós nada mudou. Continuamos presos
a valores antigos. Temos a tendência de sermos colecionadores.
Colecionamos ferimentos e depois reclamamos que a vida não vai
bem. Colecionamos as palavras das pessoas (e-mails, cartas),
colecionamos imagens das pessoas (fotos e recordações)... mas
isso não faz e nunca fará com que as tenhamos por perto. É
desapegando-nos que nos aproximamos. É dessa forma que
aprendemos a amar e, não, a colecionar... E dessa forma soltamos
as pessoas... desamarramo-las... para que livres - e apenas por
amor - caminhem lado a lado.
Observe ao que você anda apegado... Onde deve ser realizada sua
transformação, em que parte de você...
Algumas pessoas dizem apenas que guardam coisas boas... Na
verdade, são colecionadoras também! Não aceitam a morte
(processo natural da vida), não aceitam o distanciamento de
pessoas amadas... Não aceitam perder!
Aceitar passar por um processo de renascimento é largar tudo com
a consciência de que nada se perde! É passar pelo fogo como a
fênix e ressurgir com o corpo diferente!
Vá fundo dentro de si mesmo e se faça as perguntas
necessárias... Pergunte-se sobre sua direção... se seu volante
está firme nas mãos... Pergunte-se quem você anda levando de
carona nos seus desacertos... Reflita que seus atos são espelhos
pra muita gente... Faça uma lenta observação sobre seus
processos de repetição... sobre aquilo que mais gera ferimentos
para você e para os outros com quem convive...
Mudar um hábito necessita de uma grande atitude. Persistir nessa
mudança é treino. Treino diário. É a certeza de que o mundo só
tem a ganhar com seu trabalho. É a certeza de que você confia
nas Leis da Vida. É a certeza de que você não perde nunca. De
que tudo pode ser presente se assim você o fizer. É a certeza de
que se pode aprender com o melhor dos momentos: O AGORA. É a
certeza de que você pode efetuar transformações profundas, de
que você tem todos os recursos pra isso - basta apenas aprender
a utilizá-los ao seu favor!
Desejo que todos possamos fazer as
mesmas coisas de forma diferente a partir de hoje. Que possamos
reconhecer as mesmas pessoas com quem convivemos com uma nova
luz.
Que possamos amá-las como jamais amamos: incondicionalmente! Que
possamos traspassar nosso orgulho, reconhecendo nossas
precipitações, nossos instintos e nossos desacertos.
Que possamos pedir perdão e desamarrar as pessoas. Que possamos
desapegar o que achamos que temos ou controlamos. Que possamos
ser natureza, apenas, como uma árvore ou um pequeno grão de
areia.
Que possamos aceitar as coisas como são, para que sem
agressividade entremos nas mudanças. Que possamos nos
arrepender, mas não nos culpar. Que possamos curar nossos
ferimentos, reconhecer em cada um de nós grandes médicos da
alma.
Que possamos fazer, das cicatrizes, flores. E que possamos
espalhar as sementes dessas flores, nascidas dentro de nós, para
o mundo inteiro através de um sorriso verdadeiro: não só da
face, mas do fundo de nosso espírito.
Com amor, carinho e luz.